A “A música é meu Quilombo” | A vida raspando com Ludi Um Revista Kuruma'tá, 16 de novembro de 201922 de novembro de 2019 Ludi Um é aquela pessoa que muito admiro, tanto pelo seu trabalho artístico como também pela sua postura diante do mundo. Um sujeito aguerrido, com muita clareza em sua luta. Conheci Ludi na Universidade das Quebradas, uma iniciativa de rara beleza, capaz de agregar as mais sinceras vozes da periferia para mostrar que o centro está em toda parte, que talento, desejo e potência estão lá, na Maré, no Acari, no Dendê… e lá estava Ludi, nascido no Morro do Dendê, participando desse espaço de trocas com sagacidade. [Texto e entrevista Toinho Castro] Continue a leitura...
A As Bobagens Imperdíveis de Aline Valek Revista Kuruma'tá, 14 de novembro de 201914 de novembro de 2019 Não, o cenário não é desértico. É preciso procurar, ter curiosidade e parar de dizer que o mundo acabou, que a arte acabou, que o diálogo acabou. Trabalho de formiguinha, olhos e ouvidos abertos ao novo, que tá surgindo o tempo todo. Aí, quando a gente descobre uma voz, um olhar, certo gesto, que nos encanta, comove ou nos tira do sério, a gente precisa ter essa generosidade de compartilhar, de jogar uma luz boa em cima. Iluminar mesmo e trazer mais gente pra junto. [Dicade Toinho Castro] Continue a leitura...
A Quando penso no Recife Revista Kuruma'tá, 13 de novembro de 201914 de novembro de 2019 Esse poema, com alguma modificação, foi publicado no Lendário Livro, coletânea de poesia reunindo trabalhos meus e dessa turma de poetas: Aderaldo Luciano, Braulio Tavares, Nonato Gurgel, Numa Ciro e Otto Ferreira. É um poema que nasceu da minha agonia com a verticalização acirrada do Recife, do seu céu sangrado de arranha-céus. Mas onde resiste o Recife? resistirá? O que resta, que réstia da cidade onde cresci? Não é possível deter as transformações do mundo, mas não deveriam ser essas transformações uma força destrutiva. Recolho em versos minha indignação e espero que reverbere, para que reste um Recife digno do Capibaribe. [Poema de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Baú do Braulio: Kurt Vonnegut Jr. Revista Kuruma'tá, 11 de novembro de 20194 de fevereiro de 2022 Vonnegut tinha uma relação conflituosa com a literatura de ficção científica, cujos temas ele utilizava, mas a cuja comunidade afirmava não pertencer, talvez com medo de ser discriminado. Para uma crítica literária pretensiosa e desinformada, como é grande parte da norte-americana, o simples fato de alguém escrever dentro de determinado gênero cancela por antecipação qualquer possibilidade de boa literatura. [Texto de Braulio Tavares] Continue a leitura...
A Escrita dos Fatos Revista Kuruma'tá, 8 de novembro de 20198 de novembro de 2019 No Manifesto da Poesia Pau Brasil, Oswald de Andrade diz que a ‘poesia existe nos fatos’. ‘Os fatos explicarão melhor os sentimentos; os fatos são tudo’, escreve Machado de Assis no livro Papéis Avulsos. Quem também demonstra um imensurável apreço pelos fatos, é o biógrafo Peter Gay, autor de Freud: uma vida para o nosso tempo: ‘a teoria está muito bem, mas isso não impede que os fatos existam. … a obediência… do cientista aos fatos não é a adversária, mas a fonte e a servidora da teoria’. [Texto de Nonato Gurgel] Continue a leitura...
A + poesia de outono azul a sul Revista Kuruma'tá, 6 de novembro de 201910 de março de 2021 A poesia vai e volta, ressurge do lago inesperada. Vem na onda que quebra ali na areia, logo à nossa frente. Publicada aqui, pela primeira vez, no último agosto, retorna à Revista Kuruma’tá a poesia viva de Calí Boreaz. Dizer que Calí tem voz própria, sensibilidade… é nada dizer. Não quero cair das armadilhas dos adjetivos e elogios sem rumo. Deixo então aqui a sua poesia, que diz mais e melhor. São poemas do livro outono de azul a sul, um livro de beleza rara, ao qual eu também retorno sempre. Continue a leitura...
A Para aquele senhor de branco ali na janela Revista Kuruma'tá, 5 de novembro de 201930 de dezembro de 2019 Um dia, no entanto, outro visitante apareceu. Inesperado, lá estava ele sentado no parapeito. Vestia calça de linho crua, camisa branca com as mangas impecavelmente dobradas e sapatos lustrosamente brancos. Em uma das mãos, segurava um cigarro aceso que parecia nunca ser consumido pelo tempo, nem apagado pelo vento. Ele não dizia nada. Apenas olhava para ela com um semblante sereno, tranquilo, como se estivesse contentado em não receber atenção de ninguém. [Texto de Eduardo Frota] Continue a leitura...
A Levando comigo a última estrela tropical – poemas de João Augusto Revista Kuruma'tá, 4 de novembro de 20195 de novembro de 2019 Ao longo de A última estrela tropical vamos reencontrando poetas, porque a poesia de João é um diálogo permanente com um panteão particular da poesia… Florbela Espanca, Orides Fontele, Maiakóvski, jorge de Lima! Não guiando sua mão mas possivelmente observando o evoluir de cada página, de cada poema-sonho. Assentindo o lirismo e uma linha de melancolia que a cada poema parece trespassar. Poemas-arquipélagos, feitos de versos que são como ilhas, algumas com escarpas vertiginosas. [Texto de Toinho Castro, sobre livro de João Augusto] Continue a leitura...
A Os nossos mortos Revista Kuruma'tá, 2 de novembro de 201930 de dezembro de 2019 Hoje é 2 de novembro, dia de finados, dia os mortos. Lá fora, no prédio vizinho, brincam as crianças. lembrei que meus avós, meus bisavós, tavez tenham brincado assim. Talvez tenham corrido pela rua de terra, em alarido, imaginando um futuro que talvez tenha sido outro. Há outros, para além dos meus bisavós, mergulhados num passado que não alcanço. Seus nomes se perderam, as casas em que cresceram. Nada mais existe. [Poema de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa: Avatar Revista Kuruma'tá, 1 de novembro de 20192 de novembro de 2019 E está no ar mais um “verbete” do Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa, série do caríssimo escritor Fábio Fernandes que está sendo publicada periodicamente, a cada 15 dias, na Revista Kuruma’tá, para a nossa imensa alegria! “ Continue a leitura...