A Os nossos mortos Revista Kuruma'tá, 2 de novembro de 201930 de dezembro de 2019 Hoje é 2 de novembro, dia de finados, dia os mortos. Lá fora, no prédio vizinho, brincam as crianças. lembrei que meus avós, meus bisavós, tavez tenham brincado assim. Talvez tenham corrido pela rua de terra, em alarido, imaginando um futuro que talvez tenha sido outro. Há outros, para além dos meus bisavós, mergulhados num passado que não alcanço. Seus nomes se perderam, as casas em que cresceram. Nada mais existe. [Poema de Toinho Castro] Continue a leitura...
A “Não siga mansamente para essa noite em paz” Revista Kuruma'tá, 29 de junho de 201930 de dezembro de 2019 E eu pensava no que eu teria ido comprar ali, naquele supermercado. Lista de compras improvisada na cabeça por nunca fui bom em listas de compras. Vinho, comprar vinho para brindar a Lou e Andy e John. Eu lá no meu quarto, num ano distante, colocando New York, recém lançado, para tocar. A voz de Lou anunciando os anos 90… The past keeps knock knock knocking on my door / And I don’t want to hear it anymore. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...