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Kuruma'tá | contra o desencanto

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Kuruma'tá | contra o desencanto

Tag: Conto

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Ainda que de olhos fechados você saberá onde eu estarei

Revista Kuruma'tá, 11 de setembro de 202012 de setembro de 2020

Por mais que fechemos os olhos porque o corpo se entrega ao desafio cego da rotina, sabemos que as nossas mãos vão se em pleno voo, no ar, bem acima das cortinas, no vazio dos olhares desconfiados de um respeitável público ávido pelo mútuo fracasso. E daí se ninguém aplaudir? O espetáculo do destino está em despistar o errante mesmo diante de um erro de cálculo. [Texto de Eduardo Frota]

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Dane-se a linha temporal!

Revista Kuruma'tá, 2 de setembro de 202010 de setembro de 2020

Mas sabemos, eu e Braulio, que Aderaldo nunca é pego nos redemoinhos do acaso. Ele tem esse grande plano arquitetado, do qual nem desconfiamos o teor. Provoquei Braulio, perguntando-lhe se quando era rapazote, por essas esquinas de Campina, lendo as primeiras páginas de ficção científica, imaginara que alcançaria um mundo com portais dimensionais.

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A lua lá fora

Revista Kuruma'tá, 1 de setembro de 20201 de setembro de 2020

Hoje desci pra levar o lixo lá para o lugar do prédio em que o lixo espera, em estado fermentativo, até ser levado para o lugar onde todo o lixo do mundo se acumula e nos espera. Na verdade avança metro a metro sobre nós. Mas não é sobre isso que quero falar, e sim sobre descer as escadas desde meu terceiro andar até o térreo, de máscara, para me livrar do lixo e dar com aquele portal mágico que se tornou a porta da rua do nosso prédio. Lá estava ela, fechada, com seus vidros transparentes, através dos quais eu via a rua. [Texto de Toinho Castro]

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O último voo

Revista Kuruma'tá, 25 de agosto de 202028 de agosto de 2020

Foi principalmente após o rompimento com Clarissa que Rômulo, retornando à casa da mãe — azul e de janelas amarelas, na esquina da rua dos Araçás, número 126 —, deprimiu-se de vez. Tentou cinema, puteiros, boates, comprimidos, tai-chi, trilhas no meio do mato, uísques, academias, livros de autoajuda, encontros em grupo. Nada serviu. Afinal, nem mesmo o psiquiatra encontrava alternativas ou mentiras. [Texto de Huggo Iora]

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Um noite no ferro-velho de Bodoni

Revista Kuruma'tá, 22 de agosto de 202024 de agosto de 2020

Sentamos eu e Ray, lado a lado, na beira do rio. Logo atrás de nós jazia um foguete abandonado, no ferro-velho do nosso amigo em comum, o sonhador Fiorello Bodoni. Da última vez que o vimos já estava doente… lá longe os foguetes, rumo a Saturno ou Vênus, riscavam o céu desde o horizonte num arco. Eu e Ray sorríamos feito crianças que, afinal, éramos. Brindamos com nossos copos cheios de licor de dente-de-leão aos foguetes, ao espaço e aos sonhadores, como Bodoni. [Texto de Toinho Castro]

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Sobre fazer casas de papel com mãos trêmulas

Revista Kuruma'tá, 11 de agosto de 202012 de agosto de 2020

Uma cidade qualquer, não importa. É mister saber que são três da madrugada e que, no canto do bar, encostada na parede mofada, há uma máquina daquelas de tocar músicas. Vai lá, pega uma moeda nos fundilhos dessa calça desalinhada e desbotada e escolhe uma. Deixa por minha conta a próxima rodada. [Texto de Eduardo Frota}

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Tenho quase

Revista Kuruma'tá, 6 de agosto de 202011 de março de 2021

Quase é um advérbio. É uma palavra invariável que funciona como um modificador de um verbo. Ela tem me modificado. Afinal, tenho quase 30. Tenho quase coisas. Quase eu consegui. Quase acabou. Quase eu recebi. Quase eu fui contratada. Foi por pouco. Foi quase. Quase. Quaaase, rapaz [Texto de Caru]

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Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa: Gravidade zero

Revista Kuruma'tá, 4 de agosto de 20206 de agosto de 2020

Você quase esqueceu. Cadê neurônio depois de tanto álcool na cabeça? A única lembrança que ainda lhe resta daquela noite foi o salto: apostou – dizem que foi a dinheiro, mas isso você faz questão de não lembrar – com os amigos na festa para ver quanto tempo cada um levaria para tocar o chão, pulando do alto da janela do segundo andar da casa. [Texto de Fábio Fernandes]

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Astronautas

Revista Kuruma'tá, 2 de agosto de 20204 de agosto de 2020

A imagem não é muito boa, há sempre algum ruído e a gente sente o esforço dos dados, dos pixels, para migrar entre nós, carregando as imagens de uns para os outros. O som é sempre um pouco metálico, estranho, sempre um pouco fanhoso, porque nossos microfones e altofalantes, ou fones de ouvido, não são mesmo grande coisa. Então enquanto eu converso com alguém, tento filtrar aquele som pela memória, a fim de recuperar a voz da pessoa. [Texto de Toinho Castro]

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O mito do Poço da Panela

Revista Kuruma'tá, 4 de julho de 20205 de julho de 2020

Hoje há quem tema seu nome. antes do escurecer recolhem as crianças e cantam canções que as resguarda da sombra erma de Salazar. uma sopa especial protege os viajantes que precisam atravessar a colina, preparada com cominho, carne de uma ave selvagem e água do riacho. o mesmo riacho que Salazar batizou. Os homens vão e muitas vezes não voltam. [Texto de Toinho Castro]

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A Kuruma'tá é uma publicação da Místico Solimões
e da Rede Afetiva de Culturas

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