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Kuruma'tá | contra o desencanto

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Kuruma'tá | contra o desencanto

Tag: Leitura

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+ POEMAS DO TESSERATO | CALÍ BOREAZ

Revista Kuruma'tá, 28 de agosto de 202010 de março de 2021

tesserato é um súbito lugar de fusão. em toda a fusão existirá um momento de confusão? numa sucessão de interseções de espaços e tempos em movimento — como se estivessem girando num grande hipercubo —, o sujeito poético se desloca ao longo da imobilidade. toda a imobilidade conterá uma suspensão? nesse amplificar-se, entre estar e já-não-estar, entre a inexistência de um pouso e a espera por si mesmo já nesse pouso, é traçada uma inexplorada dimensão. os poemas — em verso e prosa — de tesserato são tentativas de atingir o tanto de um instante. [Poemas de calí boreaz]

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A dança da Chuva

Revista Kuruma'tá, 27 de agosto de 20203 de fevereiro de 2022

Os poemas estão sempre chegando nas águas da Kuruma’tá, vindos de toda parte, de todo tempo. Poemas feitos por gente que anda por aí, que atravessa os campos e as ruas, que senta na varanda para ver a chuva cair, com sua dança, com seu contornar as coisas, ganhar o mundo. Grato, Juraci, por fazer chover hoje, aqui. [Poema de Juraci Augusta da Cruz]

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O último voo

Revista Kuruma'tá, 25 de agosto de 202028 de agosto de 2020

Foi principalmente após o rompimento com Clarissa que Rômulo, retornando à casa da mãe — azul e de janelas amarelas, na esquina da rua dos Araçás, número 126 —, deprimiu-se de vez. Tentou cinema, puteiros, boates, comprimidos, tai-chi, trilhas no meio do mato, uísques, academias, livros de autoajuda, encontros em grupo. Nada serviu. Afinal, nem mesmo o psiquiatra encontrava alternativas ou mentiras. [Texto de Huggo Iora]

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Um noite no ferro-velho de Bodoni

Revista Kuruma'tá, 22 de agosto de 202024 de agosto de 2020

Sentamos eu e Ray, lado a lado, na beira do rio. Logo atrás de nós jazia um foguete abandonado, no ferro-velho do nosso amigo em comum, o sonhador Fiorello Bodoni. Da última vez que o vimos já estava doente… lá longe os foguetes, rumo a Saturno ou Vênus, riscavam o céu desde o horizonte num arco. Eu e Ray sorríamos feito crianças que, afinal, éramos. Brindamos com nossos copos cheios de licor de dente-de-leão aos foguetes, ao espaço e aos sonhadores, como Bodoni. [Texto de Toinho Castro]

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Tenho quase

Revista Kuruma'tá, 6 de agosto de 202011 de março de 2021

Quase é um advérbio. É uma palavra invariável que funciona como um modificador de um verbo. Ela tem me modificado. Afinal, tenho quase 30. Tenho quase coisas. Quase eu consegui. Quase acabou. Quase eu recebi. Quase eu fui contratada. Foi por pouco. Foi quase. Quase. Quaaase, rapaz [Texto de Caru]

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Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa: Gravidade zero

Revista Kuruma'tá, 4 de agosto de 20206 de agosto de 2020

Você quase esqueceu. Cadê neurônio depois de tanto álcool na cabeça? A única lembrança que ainda lhe resta daquela noite foi o salto: apostou – dizem que foi a dinheiro, mas isso você faz questão de não lembrar – com os amigos na festa para ver quanto tempo cada um levaria para tocar o chão, pulando do alto da janela do segundo andar da casa. [Texto de Fábio Fernandes]

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Sobre a depressão

Revista Kuruma'tá, 3 de agosto de 20204 de agosto de 2020

Verdade: quando escrevo, me sinto em transe, me sinto repleto, me sinto útil e me sinto atendendo ao meu chamado nessa vida.
Pena saber que nem todo mundo se abre pra encontrar coisas que apenas existem no plano dos sonhos, e aproveito que estou compartilhando com vocês essa reflexão para convida-los a fazê-lo. Deixem seus interiores lhes mandarem mensagens! [Texto de Eduardo Maciel]

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Astronautas

Revista Kuruma'tá, 2 de agosto de 20204 de agosto de 2020

A imagem não é muito boa, há sempre algum ruído e a gente sente o esforço dos dados, dos pixels, para migrar entre nós, carregando as imagens de uns para os outros. O som é sempre um pouco metálico, estranho, sempre um pouco fanhoso, porque nossos microfones e altofalantes, ou fones de ouvido, não são mesmo grande coisa. Então enquanto eu converso com alguém, tento filtrar aquele som pela memória, a fim de recuperar a voz da pessoa. [Texto de Toinho Castro]

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Movimentos

Revista Kuruma'tá, 30 de julho de 202011 de março de 2021

Poesia tem seu lugar cativo na Kuruma’tá, ainda mais a poesia de Maria Cristina Martins, que sempre abre uma janela nova aqui na revista. Aqui ela nos apresenta três poemas de sua nova lavra. Adoro essa expressão, que vem de lavoura, de lavrar a terra. E não é assim que a gente faz poesia? E para completar, acompanha o conjunto de três poemas temos ainda uma arte da série de trabalhos que Maria Cristina vem desenvolvendo com pintura. Tudo de bom na Kuruma’tá, graças a essa colaboração, esse encontro de gentes que sonham e escrevem poesia. [Poemas de Maria Cristina Martins]

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A música das nossas vidas

Revista Kuruma'tá, 22 de julho de 20204 de agosto de 2020

A ideia surgiu porque amavam de música. Criaram então a MentalMusic, que ocupava um pequeno galpão numa fábrica abandonada, na estrada das Imbiribeiras, na cidade do Recife. A primeira versão do chip surgiu no ano de 20?? e foi implantada no próprio Luizinho Marques, engenheiro e fundador, que passou dois ou três dias ouvindo ruídos e estática. O progresso foi lento e muito dificultado. [Texto de Toinho Castro]

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A Kuruma'tá é uma publicação da Místico Solimões
e da Rede Afetiva de Culturas

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