A A Lua sobre nós Revista Kuruma'tá, 22 de outubro de 202022 de outubro de 2020 A Lua é mais antiga que a terra, está nos registros mentais mais baixos e inacessíveis. Sonhei com isso, com essa informação. A Lua foi o veículo que nos trouxe até aqui, que nos protegeu no percurso mais difícil da nossa migração. Era verde, rica e foi abandonada. Agora está latente, aguardando os sinais, a movimentação da civilização no sentido de abandonar mais um planeta. Continue a leitura...
A Eu, a internet e as redes sociais Revista Kuruma'tá, 19 de outubro de 202022 de outubro de 2020 Fiquei um bom tempo refletindo sobre meu texto para essa quinzena. Não por não ter o que dizer ou o que contar, mas porque são muitos os “causos”. Finalmente resolvi contar pra vocês minhas impressões (ou melhor: reações) a um documentário que assisti recentemente sobre o nosso papel, enquanto humanos, na indústria das redes sociais. E isso me leva a falar da internet, já que é nesse palco que as redes acontecem. [Texto de Eduardo Maciel] Continue a leitura...
A O número mais perigoso do mundo é retorcer um coração Revista Kuruma'tá, 16 de outubro de 202018 de outubro de 2020 Meu avô era o Homem Mais Forte do Mundo. Quem me contou foi a minha avó, que o conheceu ainda na tenra idade, quando ele fugiu com a cidade deixando pra trás toda a família circense. Dizia ela que os bíceps, tríceps e quadríceps dele já não davam mais conta do exaustivo e intenso intento diário de carregar tudo nas costas. E eram assim, por detrás da coxia, tremendo de frio com os músculos à mostra, que meu avô invocava o choro mais forte do mundo. [Texto de Eduardo Frota] Continue a leitura...
A Leitura recomenda: Praia do Eco, de Francisco Paschoal Revista Kuruma'tá, 9 de outubro de 202022 de outubro de 2020 Antes de mais nada, uma declaração: Sou suspeito. Sou fã dos textos que Francisco Paschoal espalha por aí, ao sabor da internet, sempre surpreendendo a gente. O sujeito é meu amigo e eu poderia simplesmente ficar quietinho a respeito de seu novo trabalho, ou simplesmente mandar um “pô, maneiro…”, expressão que provavelmente nem se usa mais e, decerto, cafona. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Três da madrugada, um poema inédito de Braulio Tavares Revista Kuruma'tá, 6 de outubro de 20206 de outubro de 2020 Outro dia fizemos, eu, Aderaldo Luciano e Numa Ciro, um bate-papo ao vivo, no Facebook da Kuruma’tá, conversando sobre a obra de Braulio Tavares e sua presença no cenário da cultura brasileira, isso por ocasião dos seus 70 anos e também por conta da campanha de financiamento coletivo, para edição dos seus livros A espinha dorsal da memória e Mundo fantasmo, pela Editora Bandeirola. Ele não participou da conversa amas acompanhou tudo e lá pelas tantas mandou a seguinte pergunta: Posso enviar um poema inédito para o saite?! Continue a leitura...
A Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa: Realidade Virtual Revista Kuruma'tá, 30 de setembro de 20201 de outubro de 2020 Mas a vida era dura. A cada crise, a cada problema nos estudos, no estágio, nos empregos, Luís buscava santuário nos livros. Ali ele não precisava lutar pelo pão de cada dia do patrão com o suor do seu rosto; não precisava engolir sapos viscosos a cada dia no escritório; não precisava aprender a se relacionar bem com os colegas. [Texto de Fábio Fernandes] Continue a leitura...
A Ainda que de olhos fechados você saberá onde eu estarei Revista Kuruma'tá, 11 de setembro de 202012 de setembro de 2020 Por mais que fechemos os olhos porque o corpo se entrega ao desafio cego da rotina, sabemos que as nossas mãos vão se em pleno voo, no ar, bem acima das cortinas, no vazio dos olhares desconfiados de um respeitável público ávido pelo mútuo fracasso. E daí se ninguém aplaudir? O espetáculo do destino está em despistar o errante mesmo diante de um erro de cálculo. [Texto de Eduardo Frota] Continue a leitura...
A Augusto dos Anjos – o poeta das redes sociais em 1900! Oi? Quando? Revista Kuruma'tá, 7 de setembro de 202010 de setembro de 2020 Um dos meus poetas preferidos é Augusto dos Anjos, que nasceu em 1884 no Engenho Pau d’Arco, atualmente no município de Sapé, Estado da Paraíba. Como muitos à sua época, teve sua primeira educação (o que hoje seria a educação básica) em casa, com o pai. Como era muito dedicado e como as letras sorriam para ele, acabou conseguindo vaga no Liceu Paraibano, onde viria a ser contratado como professor em 1908. Desde os sete anos de idade compunha, precoce e gênio que foi e ainda é. [Texto de Eduardo MAciel] Continue a leitura...
A Dane-se a linha temporal! Revista Kuruma'tá, 2 de setembro de 202010 de setembro de 2020 Mas sabemos, eu e Braulio, que Aderaldo nunca é pego nos redemoinhos do acaso. Ele tem esse grande plano arquitetado, do qual nem desconfiamos o teor. Provoquei Braulio, perguntando-lhe se quando era rapazote, por essas esquinas de Campina, lendo as primeiras páginas de ficção científica, imaginara que alcançaria um mundo com portais dimensionais. Continue a leitura...
A A lua lá fora Revista Kuruma'tá, 1 de setembro de 20201 de setembro de 2020 Hoje desci pra levar o lixo lá para o lugar do prédio em que o lixo espera, em estado fermentativo, até ser levado para o lugar onde todo o lixo do mundo se acumula e nos espera. Na verdade avança metro a metro sobre nós. Mas não é sobre isso que quero falar, e sim sobre descer as escadas desde meu terceiro andar até o térreo, de máscara, para me livrar do lixo e dar com aquele portal mágico que se tornou a porta da rua do nosso prédio. Lá estava ela, fechada, com seus vidros transparentes, através dos quais eu via a rua. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...