Lançamento: Trajetória de um mergulho, de Viviane de Freitas

Trajetória de um mergulho” é uma coletânea de contos sob a ótica de personagens femininas lidando com reflexões e sentimentos provocados por isolamento, doenças, limitações com o corpo, perda da liberdade, questionamento da fé, entre outros acontecimentos comuns à experiência humana.

Memória e conflitos psicológicos na prosa de autoria feminina: escritora lança quarto livro
em São Paulo, na Vila Mariana
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A memória como temática é uma constante na literatura brasileira, desde Clarice Lispector, Machado de Assis, até a última década, com nomes tais quais Itamar Vieira Júnior, Marcelo Rubens Paiva, Eliane Alves Cruz e Rafael Gallo. Com novos contornos, Viviane de Freitas, escritora independente, lança seu quarto livro pela Editora Mondru através do exercício criativo de se pensar novas relações em torno das subjetividades femininas.

O lançamento acontecerá no dia 07 de março na Fábrica de cânones, em São Paulo, na rua Professor Miguel Milano, 80 – Vila Mariana, próximo do metrô Ana Rosa, de 16h às 20h.

“Os contos foram escritos entre 2015 e 2019 e o ponto de partida foi a oficina de Escrita Curativa da autora/professora Geruza Zelnys. Geruza Zelnys foi minha orientadora na PUC-SP e trabalha a escrita como forma de reelaboração do trauma. Todos os textos nascem desse lugar, como reelaboração de pequenos e grandes traumas.” — Viviane de Freitas

Com fortes traços poéticos, o lirismo da obra se relaciona com o gênero do conto, envolvendo as tantas histórias de mulheres em torno da introspecção de suas experiências, muitas vezes negativas, para se chegar a uma “catarse”.

Confira um trecho:

Sua vida palpitava no ritmo do sobrenatural. Subia e descia. E não era alucinação, seguia bem acordada. Feliz, envolvida em presente e presença. Só se, talvez, fosse ela a morta. Ou, seu próprio corpo respirava tão profundamente que o embalava, movia tudo ao redor pela força de sua vida premente. Subia e descia. Ficou olhando, sem pressa. Esqueceu-se da pressa, não precisava mais afligir-se porque descobria que a vida é eterna”.

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