A Marília Parente: um petardo e um sopro Revista Kuruma'tá, 10 de outubro de 201930 de dezembro de 2019 O disco (e eu queria perguntar aos mais agressivos se ainda se pode nominar de disco o edifício musical dos trabalhos dispostos nas plataformas digitais), continuando, o álbum (e repito aquela mesma pergunta) Meu céu, meu ar, meu chão e seus cacos de vidro, disposto nos alfarrábios do Spotify, onde o escuto há dias, repetidamente, foi disponibilizado aos mortais em setembro. [Texto de Aderaldo Luciano] Continue a leitura...
A Midsommar Revista Kuruma'tá, 9 de outubro de 201930 de dezembro de 2019 O argumento é brilhante, ainda mais se tratando de um diretor estadunidense: estudantes de antropologia viajam até uma vila longínqua na Suécia para participar de um festival em homenagem ao solstício de verão. A namorada de um deles, que não tem na “bagagem” referências como o estruturalismo, as manifestações totêmicas ou o determinismo é a protagonista que encaminha toda a linha narrativa. Psicóloga de formação, viaja abalada por uma tragédia pessoal. Continue a leitura...
A Cidade do caos | Parte I Revista Kuruma'tá, 8 de outubro de 201925 de outubro de 2019 Hoje, na Revista Kuruma’tá, temos a honra e alegria de receber um trabalho de Octavio Aragão, bravo escritor com três romances e inúmeros contos, publiocados em diversos países, e criador do inventivo projeto Intempol. Octavio nos chega com o inédito Cidade do Caos, um conto em quatro partes, escrito em 2017 e simplesmente atual e necessário nesse 2019 que se encaminha para o fim. Eu e Octavio, em 2010, sob os auspícios da de Elisa Ventura, da Blooks Livraria, engendramos o SpaceBlooks, um encontro das feras da Ficção Científica no Brasil. E o Brasil do jeito que tá pede mais encontros, mais contos como o de Octavio! Que venham! E agora, com vocês, a primeira parte de Cidade do Caos, de Octavio Aragão! Seja muito bem-vindo à Kuruma’tá! Continue a leitura...
A Baú do Braulio: A matéria dos sonhos Revista Kuruma'tá, 4 de outubro de 201930 de dezembro de 2019 Jorge Luis Borges fala, em seu conto “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius”, de um planeta fantástico em que as coisas são criadas pelo pensamento. Por exemplo: Fulano perde uma caneta no escritório e pede aos colegas que a procurem. Depois, percebe que tinha deixado a caneta em casa, mas esquece de avisar. Um dos amigos, movido pela expectativa de que a caneta está no escritório, encontra-a e entrega ao dono, que agora tem duas canetas idênticas. [Texto de Braulio Tavares] Continue a leitura...
A VIXE | A poesia e o desenho de Marrisson Revista Kuruma'tá, 2 de outubro de 201930 de dezembro de 2019 Você tá em casa, de bobeira, aí, de repente, recebe uma mensagem do além. Ok, não do além, mas do desconhecido. [Poemas e desenhos de Marrisson]Alguém que não é seu amigo está te enviando uma mensagem via Facebook. Clico para conferir e dou de cara com Marrisson, que, recomendado pelo amigo, poeta e colaborador Márcio Fabiano, veio perscrutar as águas da Kuruma’tá e fazer essa oferta dos seus versos e desenhos, pra gente publicar. Continue a leitura...
A Deixa o sal limpar | As estranhas melodias de Livia Nery Revista Kuruma'tá, 1 de outubro de 20197 de junho de 2021 O Festival Levada trouxe uma brisa fresca e poderosa para o Rio de Janeiro nos últimos meses de agosto e setembro. Vento bom, de gente nova e cheia de energia e talento. Frequentar os shows do Levada foi uma renovação de fé, que pega aquela velha conversa de que a música brasileira está acabada e joga no lixo. O Levada mostra que a música brasileira está viva, inventiva e vibrante. Dentre as surpresas que me reservou o festival encontrei a Livia Nery. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Não se esqueça de fazer um pedido quando atravessar a ponte Revista Kuruma'tá, 30 de setembro de 201930 de dezembro de 2019 A vontade é a construção de uma ponte, lenta e custosamente, para ligar uma margem a outra. Uma ponte de estrutura sólida, mas que também precisa ser maleável para suportar a ventania. A passagem deve ser livre, sem pedágios, sem cancelas e com portões sempre abertos em ambos os lados. [Texto de Eduardo Frota] Continue a leitura...
A Maracatron | Parte 3 Revista Kuruma'tá, 25 de setembro de 201930 de dezembro de 2019 Todos nós corríamos exultantes pelos corredores circulares, e até ameaçávamos subir para o gramado do estádio, enquanto ele, calmamente, bebia café e organizava sua coleção de revistas em quadrinhos. Quando encontramos com ele deu de ombros balbuciou com tédio e ironia indisfarçáveis algo como: Ah, claro.. as partículas inexistentes devem estar bem felizes que vocês finalmente as descobriram… [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Fidalgo + 4 poemas de Jaciara Rosa Revista Kuruma'tá, 24 de setembro de 201911 de março de 2021 Na primeira publicação dessa semana, uma terça-feira em que a primavera ainda cheira a inverno, no levemente frio do Rio de Janeiro, a poesia de Jaciara Rosa, poeta e jornalista que já nos presenteou com seu texto Sobre pedras e rosas, e que muito ainda iluminará as páginas da Revista Kuruma’tá. [Poemas de Jaciara Rosa] Continue a leitura...
A Baú do Braulio: Os Livros Proibidos Revista Kuruma'tá, 20 de setembro de 201930 de dezembro de 2019 Ninguém lembra Cassandra Rios, que nunca foi grande escritora, mas foi perseguida durante décadas por seus romances eróticos: Tessa, a Gata, A Paranóica, Eudemônia, O Bruxo Espanhol… Li na adolescência (na casa de meus primos) A Lua Escondida, uma história de paixão lésbica; e anos depois li As Mulheres dos Cabelos de Metal, uma ficção científica erótica que passou despercebida até da censura. Quando as pessoas fazem campanha pela liberação da literatura erótica, geralmente estão pensando em Joyce ou Miller. Minha dúvida é: na hora do naufrágio, esses intelectuais teriam coragem de colocar Cassandra Rios no bote salva-vidas? [Textos de Braulio Tavares] Continue a leitura...