A Praia de Maracajaú, Rio Grande do Norte – Carnaval de 1998 Revista Kuruma'tá, 25 de outubro de 201911 de março de 2021 Hoje a minha mãe, Lenira Castro, faz aniversário. Enfim ela retornou à sua Natal, no Rio Grande do Norte, depois de um longo caminho por outras cidades, principalmente o Recife. Ali, na rua Pampulha, vivemos muitos anos, mais do que ela gostaria ou esperaria. Seu sonho de voltar à sua terra, à rua, sua Avenida Um, origens e família mais próxima, se realizou. Em sua homenagem, por assim dizer, publico esse seu texto de 1998. [Toinho Castro – Editor e filho de dona Lenira] Continue a leitura...
A A intimidade da dedicatória Revista Kuruma'tá, 16 de outubro de 201930 de dezembro de 2019 Havia nesse livro que eu peguei com o Olivar uma dedicatória linda. Escrita com letra delicada, caneta de ponta porosa, preta, e adornada com desenhos que evocam a história contida no livro, a dedicatória é endereçada a um casal, familiares de quem a escreveu. Na mesma hora me animei a escrever um texto sobre essa dedicatória para a Revista Kuruma’tá. Na mesma hora pensei em fotografar o livro, a caligrafia cursiva e flagrar aquela gentileza, possivelmente carregada de amor. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Deixa o sal limpar | As estranhas melodias de Livia Nery Revista Kuruma'tá, 1 de outubro de 20197 de junho de 2021 O Festival Levada trouxe uma brisa fresca e poderosa para o Rio de Janeiro nos últimos meses de agosto e setembro. Vento bom, de gente nova e cheia de energia e talento. Frequentar os shows do Levada foi uma renovação de fé, que pega aquela velha conversa de que a música brasileira está acabada e joga no lixo. O Levada mostra que a música brasileira está viva, inventiva e vibrante. Dentre as surpresas que me reservou o festival encontrei a Livia Nery. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Não se esqueça de fazer um pedido quando atravessar a ponte Revista Kuruma'tá, 30 de setembro de 201930 de dezembro de 2019 A vontade é a construção de uma ponte, lenta e custosamente, para ligar uma margem a outra. Uma ponte de estrutura sólida, mas que também precisa ser maleável para suportar a ventania. A passagem deve ser livre, sem pedágios, sem cancelas e com portões sempre abertos em ambos os lados. [Texto de Eduardo Frota] Continue a leitura...
A Fidalgo + 4 poemas de Jaciara Rosa Revista Kuruma'tá, 24 de setembro de 201911 de março de 2021 Na primeira publicação dessa semana, uma terça-feira em que a primavera ainda cheira a inverno, no levemente frio do Rio de Janeiro, a poesia de Jaciara Rosa, poeta e jornalista que já nos presenteou com seu texto Sobre pedras e rosas, e que muito ainda iluminará as páginas da Revista Kuruma’tá. [Poemas de Jaciara Rosa] Continue a leitura...
A É preciso morrer para viver Revista Kuruma'tá, 17 de setembro de 201930 de dezembro de 2019 Na casa do meu irmão, improvisamos um cômodo perto da cozinha e lá ela sentou-se na cama e pediu para que matássemos um capão (um galo novo) e preparássemos um pirão com as vísceras, uma receita de família que ela guardava com muito carinho. Assim foi feito. Ela comeu com tanto prazer que fiquei comovido. Lambia os dedos numa atitude que me deixava sempre irritado, mas nesse dia eu sorria com aquela cena maravilhosa de minha mãe comendo e saboreando com todas as papilas e olhares o mesmo prato amigo de minha infância. [Texto de Aderaldo Luciano] Continue a leitura...
A A desencavada Ermida do Ó e outras histórias de um Rio de Janeiro primevo Revista Kuruma'tá, 28 de agosto de 201930 de dezembro de 2019 Então, como num pesadelo, na igreja que eles construíram para se livrar da turma episcopal, logo estava morando a turma episcopal – e torrando a paciência deles novamente. O pessoal da Sé vivia dizendo que ia logo construir um templo, mas foram ficando por quase 80 anos. Mesmo tendo sido designado local pra construção – que passou a se chamar “Largo da Sé Nova” e hoje atende por Largo de São Francisco, eles continuaram aboletados junto aos homens pretos. O que só iria mudar com a chegada da Família Real, também. [Texto de Luiz Henrique Neto] Continue a leitura...
A Um livro com 50 poemas de Drummond e o futuro Revista Kuruma'tá, 22 de agosto de 201925 de outubro de 2019 O livro chama-se 50 poemas escolhidos, tem 62 anos de idade e passou por pessoas, lugares, dias, e chegou a mim. Rilda Coelho dos Santos o comprou numa tarde ou manhã de um perdido 9 de agosto de 1957. Suas páginas estão cheias de anotações, numa letra que não parece ser a de Rilda, comparando com sua assinatura na folha de rosto. É a letra, precisa e regular, de alguém a quem esse livro pertenceu depois de Rilda, alguém que aparentemente precisou dele para algum trabalho do colégio ou faculdade… [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Meu Seridó Revista Kuruma'tá, 10 de agosto de 201928 de julho de 2020 Conheço os espaços solitários e silenciosos dos sertões potiguares, manjo a riqueza da sua oralidade. Num tempo trepidante como o nosso, nada melhor do que abrir um espetáculo olhando no olho, por segundos, a plateia atenta, nenhum ruído. Só o silêncio diz na introdução da peça, um drama repleto de narrativas memorialísticas e pegadas históricas recheadas de música, ironia e humor. [Texto de Nonato Gurgel] Continue a leitura...
A Os sons da feira central de Campina Grande Revista Kuruma'tá, 7 de agosto de 201930 de dezembro de 2019 Dias depois Braulio, de novo ele, postou na sua rede social essa incrível gravação. Cerca de 6 minutos de áudio gravado na feira de Campina Grande, sua cidade, na Paraíba.. A gravação é um trabalho maravilhoso de Orlando Freitas, que nos mergulha no burburinho das falas populares, dos pregões, dos passos e ruídos e músicas esparsas. Sons que emergem e submergem em meio a outros sons. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...