Alguns poemas de pin Revista Kuruma'tá, 6 de julho de 20234 de novembro de 2025 Pin. É como se assina André Egídio. Ainda há pouco também se assinou Egídio Mutamba. A vida são muitas vidas. A vida são muitas assinaturas. Pin é paranaense vivendo em Goiânia. Trabalha com barro, trabalha a cerâmica. Com mãos leves e sensíveis analisa a terra bruta, acaricia o ventre do chão. São poemas e anunciações em caminhada. Pin chega na Kuruma’tá certeiro, com pequenos poemas que são como a Tardis do Doctor Who… maiores por dentro que por fora Arte de Pin Eu 1 Eu soube, desde princípio, Que EuNão chegaria a lugar nenhum Palavras Eu não sou muito bom com as palavrasMas sou muito pior sem elasNão vim para este mundo para ter medo de usá-las Diabo Andei por toda a cidadePassei por todo tipo de lugarMúsicas, festas, buzinas e gritosMas só escutei falar do diabo quando passeipelas igrejas Todo mundo quer ser artista Depois que o acesso às câmeras fotográficas foi“democratizado” todo mundo virou artista, todomundo quer ser fotógrafo.Isso é ótimo, porque o mundo precisa de maise mais artistas e menos gente obsessivamentepreocupado com cudosotro… Eu 2 Eu não sou quem você pensa que éVocê não é quem eu penso que sou Chaleira O que esperar de uma casa sem chaleira?Manhãs monótonas, sem sentido, bucólicas Sem o amargo bem cevado logo cedo, não temporque acordar! Escravocrata Eu sou doenteSempre tenho que corrigirAquele amigo que dizLisboa sua lindaQuando é Lisboa sua escravocrata demente!Não é possível separar o passado do presente!Há que se respeitar (h)a gente! Coisas da vida Nessa vida podemos admitir muitas coisasMas coiso, nenhum! Poesia
Muito agradecido pela publicação, digamos assim inspirado na grande Cidinha da Silva, das poesias que cometi, caro amigo, poeta e agitador cultural Toinho Castro! Também aproveito para lembrar que, embora eu seja ceramista, a arte cerâmica publicada é da artista Emilia Simon, grande artista de Goiânia. Tínhamos um projeto de cerâmica juntos, talvez por isso a confusão. Um abraço! Responder