A Ano que vem será diferente Revista Kuruma'tá, 31 de dezembro de 201911 de março de 2021 O moço que passou da direita para esquerda – atrás de mim – passa agora da esquerda para a direita e tira a segunda foto. Outras cores. Outras sensações. Influenciada, eu também tiro outra. Vício do compartilhar mais uma vez. Eu quero e não quero voltar pra casa. Talvez eu deite aqui na balaustrada mesmo. Talvez eu entre pela porta da sala. Talvez eu entre com fones de ouvidos desligados. Mas isso só eu vou saber. Eu só queria silêncio. Comportamentos quase que obrigatórios. [Texto de CARU] Continue a leitura...
A 50 discos de 2019 para estarem na ponta da agulha Revista Kuruma'tá, 30 de dezembro de 201930 de dezembro de 2019 Preparei uma lista com 50 discos de 2019 para estarem na ponta da agulha. Como todas as listas, esta certamente comete injustiças, já que se limita a um determinado número, no caso, apenas 50. Pensando nesse ano, ela poderia ter 150 ou até mais títulos, o que não faltou foi disco bom sendo lançado… seria possível elaborar listas por estados, por cor da capa, por tema ou por qualquer outro parâmetro… enfim, pensei naqueles que mais me chamaram a atenção e que servem como um entre os vários recortes possíveis do que está acontecendo hoje na música brasileira. [Texto de Jorge LZ / Porgrama na Ponta da Agulha] Continue a leitura...
A 40 anos de A Peleja do Diabo com o Dono do Céu Revista Kuruma'tá, 26 de dezembro de 201930 de dezembro de 2019 Em 2019 completaram-se 40 anos de A Peleja Do Diabo Com O Dono Do Céu, o disco de Zé Ramalho responsável por mudar os caminhos de muita gente. Embora o sucesso viesse total em 1980, foi em 1979 quando tudo foi construído. Dentro do caldeirão musical desse disco, encontraremos elementos nordestinos cuja ancestralidade fala fundo dentro de nós. É um disco tangente ao Tropicalismo, fugitivo ao Rock, arredio ao Regionalismo e ao psicodelismo, mas ao mesmo tempo dialogante com todos eles. [Texto de Aderaldo Luciano] Continue a leitura...
A Sofrimento infinito tardio Revista Kuruma'tá, 25 de dezembro de 201930 de dezembro de 2019 Os dois últimos livros que li foram GRAÇA INFINITA e O VERÃO TARDIO. Este ensaio contém spoilers, e espero que não interesse somente a quem leu esses dois livros porque é um recorte específico demais, que limitaria seu público a uma dúzia de pessoas ou sei lá. Em princípio, não há nenhuma relação direta entre as duas obras a não ser o fato de que as li na sequência. [Texto de terêncio Porto] Continue a leitura...
A Dias e mais dias com poemas nórdicos todo dia! Revista Kuruma'tá, 23 de dezembro de 20195 de abril de 2020 Dia desses eu estava pensando sobre poesia, mais precisamente sobre a poesia nórdica, sobre o quanto eu desconheço a poesia nórdica. Percebi em mim essa lacuna, dentre outras. Pensei em pesquisar, buscar algumas fontes, descobrir se alguém andava traduzindo os versos do Norte. E eis que esbarro, na timeline da artista visual, poeta e professora Laura Erber, no Facebook, a dica dessa página chamada Um poema nórdica ao dia, que publica, como o nome promete, um poema de poetas nórdicos por dia. Gente, nem acreditei! Continue a leitura...
A Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa: A Arte da Guerra (para Marçal Aquino) Revista Kuruma'tá, 20 de dezembro de 201920 de dezembro de 2019 É assim: enfie a faca sempre abaixo do peito, três ou quatro dedos abaixo do centro. É nesse ponto que fica o diafragma. É o ponto mais macio dessa área, porque não tem osso. Enfiar um objeto perfurocortante no peito de alguém é algo que só pode fazer quem tem muita força no braço, senão corre o risco da faca ficar presa no esterno, e pra tirar não é fácil. [Texto de Fábio Fernandes] Continue a leitura...
A Nós vivemos essas coisas (ou O Recife partido em 4 bandas) Revista Kuruma'tá, 19 de dezembro de 201912 de novembro de 2020 Por todo o séc. XIX, a cidade do Recife foi se constituindo no grande portal da cultura brasileira. A literatura e a filosofia deitaram-se em suas ruas a partir de sua Faculdade de Direito. Nos becos e vielas estavam se fortalecendo os movimentos culturais do povo: um esteio de maracatu, outro de frevo surgindo devagar, o mela-mela e tudo que confluiria para uma produção artística imponente na primeira metade do séc. XX. Já a partir da década de 60 desse mesmo século, o XX, forjaram-se alguns movimentos musicais determinantes. [Texto de Aderaldo Luciano] Continue a leitura...
A Arte e Saúde: um solo comum Revista Kuruma'tá, 15 de dezembro de 201916 de dezembro de 2019 Este artigo pretende refletir sobre alguns aspectos da existência humana e da medicina que vão além dos muros do reducionismo biomédico e das paredes de um centro cirúrgico. Rever a história dos conceitos de saúde e de doença e buscar interfaces que se articulem com o universo das artes e de suas expressões. Mas não pretende exaurir o tema e nem tampouco chegar a certezas que dificultem o livre pensar. É somente um agregado de pensamentos, organizados como um ensaio teórico, com o objetivo de dar lógica a vínculos – talvez pouco evidentes – entre essas importantes dimensões da vida humana. [Artigo de Eduardo Macedo] Continue a leitura...
A Bichos na travessia Revista Kuruma'tá, 13 de dezembro de 201914 de dezembro de 2019 Desde os sertões do Guimarães Rosa e a música do Milton Nascimento, a palavra travessia transformou-se num signo poético-cultural que remete ao planeta Minas de onde vem Ana Chiara. Planeta barroco onde o exagero e a contradição moderna formatam o ‘gosto exagerado pelo real mais erradio’. Sua ‘travessia de través’ é feita pelas ‘veredas abertas’. Como na odisseia sertaneja do Riobaldo, essa é também uma ‘viagem no tempo’, tipo pé-na-estrada dizendo que ‘nada será como antes/… Precisa-se de algum amor’. [Texto de Nonato Gurgel] Continue a leitura...
A A vida é tão possível, neném Revista Kuruma'tá, 13 de dezembro de 201911 de março de 2021 Ela acha. Eu paro quando ouço seu nome. Paro e penso em como é bom estar perto. Já fingi até aqui. Já tentei. Só que não dá mais. Nem quero mais tentar. Agora eu paro – outra vez – porque tenho saudades. E a primeira palavra do meu contrato era não. Eu lembro. Se soubesses o quanto eu tentei cumprir o que escrevi […] Mas a cada vez que eu saía de casa e meu olhar cruzava com o seu, um papel daquele extenso documento – da última à primeira – se dissolvia no espaço-tempo. [Texto de Caru] Continue a leitura...