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Kuruma'tá | contra o desencanto

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Kuruma'tá | contra o desencanto

Tag: Crônica

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Praia de Maracajaú, Rio Grande do Norte – Carnaval de 1998

Revista Kuruma'tá, 25 de outubro de 201911 de março de 2021

Hoje a minha mãe, Lenira Castro, faz aniversário. Enfim ela retornou à sua Natal, no Rio Grande do Norte, depois de um longo caminho por outras cidades, principalmente o Recife. Ali, na rua Pampulha, vivemos muitos anos, mais do que ela gostaria ou esperaria. Seu sonho de voltar à sua terra, à rua, sua Avenida Um, origens e família mais próxima, se realizou. Em sua homenagem, por assim dizer, publico esse seu texto de 1998. [Toinho Castro – Editor e filho de dona Lenira]

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Será?

Revista Kuruma'tá, 23 de outubro de 201911 de março de 2021

e agora, esse disparar de corpo que não quer ir e não quer voltar. essa adrenalina de dentes. essa coisa fósforo acesso na mente e entre as pernas colorindo o rosto de vermelho. essas perguntas todas, como gigantes cães de algodão, flutuando e ganindo baixinho. ignorando a rua que está num abandono de dar nó no peito e na garganta. ignorando o perigo do grito que não terá ouvidos. [Texto de Laura Limp]

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As origens do Coringa não estão nos quadrinhos

Revista Kuruma'tá, 17 de outubro de 201930 de dezembro de 2019

Nunca fui fã das histórias em quadrinho de super-heróis e, por conseguinte, de suas adaptações para a tela grande. Em grande parte, meu descontentamento vem do maniqueísmo de cartilha que impede a construção mais aprofundada do comportamento tanto dos heróis quanto dos vilões. Comumente, o bem e o mal precisam de estereótipos para sustentar a simpatia e a antipatia do leitor – ou espectador – para que as revistas – ou filmes – rendam alguns trocados. [Texto de Eduardo Frota]

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Não se esqueça de fazer um pedido quando atravessar a ponte

Revista Kuruma'tá, 30 de setembro de 201930 de dezembro de 2019

A vontade é a construção de uma ponte, lenta e custosamente, para ligar uma margem a outra. Uma ponte de estrutura sólida, mas que também precisa ser maleável para suportar a ventania. A passagem deve ser livre, sem pedágios, sem cancelas e com portões sempre abertos em ambos os lados. [Texto de Eduardo Frota]

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É preciso morrer para viver

Revista Kuruma'tá, 17 de setembro de 201930 de dezembro de 2019

Na casa do meu irmão, improvisamos um cômodo perto da cozinha e lá ela sentou-se na cama e pediu para que matássemos um capão (um galo novo) e preparássemos um pirão com as vísceras, uma receita de família que ela guardava com muito carinho. Assim foi feito. Ela comeu com tanto prazer que fiquei comovido. Lambia os dedos numa atitude que me deixava sempre irritado, mas nesse dia eu sorria com aquela cena maravilhosa de minha mãe comendo e saboreando com todas as papilas e olhares o mesmo prato amigo de minha infância. [Texto de Aderaldo Luciano]

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A ventania na janela são flores pra ela

Revista Kuruma'tá, 2 de setembro de 201930 de dezembro de 2019

Gente, mais um texto lindo do Eduardo Frota chegando na Kuruma’tá. Repare só esse começo: Era madrugada quando o vento, inquieto e insistente, deu início ao seu intento. Os sopros tentavam balançar as bordas das cortinas para descortinar o amor, a entrega, a conjunção carnal – o mundo inteiro que cabia naquela microesfera que era o quarto do casal.

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A

As quimeras são coloridas feito aquarelas

Revista Kuruma'tá, 14 de agosto de 201930 de dezembro de 2019

Eduardo Frota nos chega com mais uma colaboração de sua prosa poética para a nossa Revista Kuruma’tá. Colaboração sempre muito bem-vinda, tanto por nós quanto pelos frequentadores da revista! Isso porque seus textos são veículos, ou passagens. Estamos aqui e, de repente, já não estamos, já não somos. “Um passo à frente / E você não está mais no mesmo lugar”, cantou Chico Science. Mas às vezes esse passo é dentro da gente. Assim Eduardo escreve, de dentro para dentro, em passos firmes. [Texto de Eduardo Frota]

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Sobre pedras e rosas

Revista Kuruma'tá, 6 de agosto de 201911 de março de 2021

O balanço do carro. Foi minha primeira droga. Dei sorte da cidade ser feita de paralelepípedo. Os solavancos eram um colo de mãe pra mim. Ela não era mesmo de dar carinho. Não recebeu e não conseguiu aprender por conta própria. Taí uma coisa que eles tinham em comum. [Texto de Jaciara Rosa]

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Elton e Diadora

Revista Kuruma'tá, 3 de agosto de 20198 de março de 2021

Elton levou exatamente 5 anos e 10 dias para aprender a amarrar seus sapatos e sabe cantar, no momento, precisamente 27 canções. Também faz as melhores chaves e percebe principalmente as pequenas coisas. Quanto menores, melhor. Naquele dia foi chamado de emergência no plantão. Teve que subir as escadas porque faltava luz no prédio velho, azul e encantador. [Texto de Adriana Nolasco]

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Nós não usamos blecaute

Revista Kuruma'tá, 8 de julho de 201930 de dezembro de 2019

Se tentarmos entrar, a ladainha será a mesma. Tem que ter dinheiro para reservar uma mesa – diz o porteiro. Tem que se vestir direito – diz o gerente do puteiro. Nenhum a mais, nenhum a menos, o convescote está sempre regado. Apesar de esnobe e insultuoso, acredita manter-se petulantemente sigiloso. [Texto de Eduardo Frota]

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A Kuruma'tá é uma publicação da Místico Solimões
e da Rede Afetiva de Culturas

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