A “Não siga mansamente para essa noite em paz” Revista Kuruma'tá, 29 de junho de 201930 de dezembro de 2019 E eu pensava no que eu teria ido comprar ali, naquele supermercado. Lista de compras improvisada na cabeça por nunca fui bom em listas de compras. Vinho, comprar vinho para brindar a Lou e Andy e John. Eu lá no meu quarto, num ano distante, colocando New York, recém lançado, para tocar. A voz de Lou anunciando os anos 90… The past keeps knock knock knocking on my door / And I don’t want to hear it anymore. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Crônica dos últimos momentos Revista Kuruma'tá, 21 de junho de 201925 de outubro de 2019 Maldito livre arbítrio, controlado pelas corporações, pela publicidade, pelo último modelo de celular e pela lanchonete multinacional da esquina. Mesmo a ideia de escovar os dentes não era dele, mas da pasta de dentes. Logo mais iria remover o sabor da maionese com um chope gelado em outra esquina, sob os auspícios de outras tantas marcas. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Ela, a criança, é o elo Revista Kuruma'tá, 17 de junho de 201930 de dezembro de 2019 A criança, aquela. Quando começou a envelhecer, a perceber que crescia em meio a essa disritmia, sabia que seria assim. Passaria a vislumbrar a inconsequência juvenil como única saída diante da ordinarice ao redor. Ou melhor, alimentaria descontroladamente a criança enfastiada e farta que, ele sentia, ainda resistia. [Texto de Eduardo Frota] Continue a leitura...
A Onda Revista Kuruma'tá, 10 de junho de 201930 de dezembro de 2019 Depois de passar a vida fotografando surfistas em ação, admirando-os em sua fluidez e harmonia, um dia, entre um caldo e outro, esperando o surfista que esperava a onda perfeita, subitamente reparou na beleza que era a respiração do mar, e como a onda era a expressão máxima disso – o empuxo de mais de ¾ da superfície da Terra… [Texto de Terêncio Porto] Continue a leitura...
A Nós, enfermos Revista Kuruma'tá, 30 de maio de 201930 de dezembro de 2019 Anticonvulsivante, antitérmico, anti-histamínico, ansiolítico, analgésico, anti-inflamatório, novalgina, codeína, morfina, antidepressivo, prednisona, soro fisiológico, metadona, fungicida, supositório de glicerina. Quimioterápico, homeopatia, terapia. O que não pode ser prescrito, nem deve ser manipulado, o que é curativo? O corpo aguenta a dose, retesa. Compaixão. Overdose dela. [Texto de Eduardo Frota] Continue a leitura...
A Só não pode esquecer Revista Kuruma'tá, 5 de abril de 20198 de março de 2021 Quando falei pro Toinho (Castro) que tinha tido uma ideia pra escrever esse texto ele me disse: “só não pode esquecer”. Um belo e auspicioso começo. Porque tem coisa que a gente realmente não pode esquecer. Livros, por exemplo. Quem nunca teve aquela sensação de “que livro é esse? Obras que te marcam como uma cicatriz, que te desviam ou colocam no caminho, que alteram alguma trajetória, que são verdadeiras descobertas, te instigando, te aquietando, te agitando, te desafiando. [Texto de Adriana Nolasco] Continue a leitura...
A Com um beijo de Judite Revista Kuruma'tá, 23 de março de 201925 de outubro de 2019 Havia no Recife, naquele tempo, e ainda há, na verdade, um lugar ali mesmo no centro da cidade, no bairro de Santo Antônio, chamado Praça do Sebo. Um grande e agradável espaço mais ou menos circular que abriga ainda diversos sebos de livro, e que frequentei com assiduidade até deixar a cidade, em 1997. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Sou papa-jerimum! Revista Kuruma'tá, 21 de fevereiro de 201918 de março de 2026 Cortei o jerimum comprado na feira, já cortado em e sem casca, em pedaços menores. Sem necessidade porque o cozimento é rápido. Talvez para usar as mãos, para exercer algo que é ancestral e fala comigo desde longe, que é cortar os alimentos para prepará-los. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Dez livros lidos livremente Revista Kuruma'tá, 19 de fevereiro de 201930 de dezembro de 2019 Por volta do ano de 1972, com 8 anos, lembro-me bem que se iniciaria aí minha sina de leitor. Li avidamente durante 10 anos, sem horário para parar, nem para iniciar. Fiquei conhecido em minha cidade como “o menino que não dormia” e que, todos os dias, à meia-noite, fazia uma ronda pelas ruas malassombradas do lugar. [Texto de Aderaldo Luciano] Continue a leitura...