A Meu coração eu sei por que bate feliz em SP Revista Kuruma'tá, 27 de fevereiro de 202027 de fevereiro de 2020 Ao invés de uma diástole corriqueira, corre por mim um impulso elétrico que provoca um arrepio intenso, daqueles prazerosos de se sentir. É que ele se dá conta de que a distância, aquela física mesmo, acabou de ser encurtada. E este abraço no qual cabe um mundo, terá apenas o comprimento dos meus braços, o que é suficiente para manter você perto, com todos os outros músculos fazendo força para que não acabe. [Texto de Eduardo Frota] Continue a leitura...
A Aos que resistem [Poemas do livro Ovos de ferro] Revista Kuruma'tá, 29 de janeiro de 202011 de março de 2021 É uma alegria publicar na Kuruma’tá a poesia de Maria Cristina Martins. Somos amigos há muito tempo e por conta dos desvios e desvãos da tal da vida, ou das vidas, tantas vidas, paralelas, cruzadas, entrecortadas, que vivemos, acabei por perder de vista o lançamento do seu livro Ovos de ferro, no cada vez mais distante ano da graça de 2016. Sem dramas! Eis aqui a poesia de Maria Cristina, poesia que resiste com voz ativa, poesia que dá vontade de ler em voz alta e cabeça erguida, da janela do quarto para o mundo. [Poemas de Maria Cristina Martins] Continue a leitura...
A Kuruma’tei-me Revista Kuruma'tá, 27 de janeiro de 202029 de julho de 2020 Dito isso, vou contar para vocês um pouco da minha jornada até aqui. Tudo começou quando recebi de minha mãe um livro de poemas escrito pela minha bisa Auta, poetisa fluminense que fez parte da Academia de Letras de Barra Mansa. Infelizmente não a conheci em vida, mas ao terminar de ler o seu único livro, senti como se ali se abrisse o mundo da produção literária para mim, ao mesmo tempo em que se fechava a porta do que chamo de prisão poética: uma vez que se faz a conexão de uma mente, um coração e a poesia, nos tornamos servos de nosso próprio ofício. [Texto de eduardo Maciel] Continue a leitura...
A Aqueles que foram vistos dançando Revista Kuruma'tá, 25 de janeiro de 202026 de janeiro de 2020 Naquela noite, demorou os três acordes da última música para que os dois fixassem os olhares de uma maneira que, sabiam, seria única. Fagulhas, centelhas, as agruras das velhas canções de amor. Estavam no mesmo lugar, na mesma hora, no mesmo compasso. No entanto, malogravam em cruzar os passos. Seguiam diagramas mentais, nas quais marcas de sapato indicavam direções. [Texto de Eduardo Frota] Continue a leitura...
A Nova Iguaçu de letras Revista Kuruma'tá, 15 de janeiro de 202028 de julho de 2020 Hoje a cidade de Nova Iguaçu, aqui juntinho do Rio de Janeiro, ornando nossa fronteira, completa 187 anos de fundação. O poeta e professor Nonato Gurgel, colaborador fiel da nossa revista e que leciona na cidade há 10 anos na cidade mais antiga da Baixada Fluminense, escreveu um poema em lembrança à data e o compartilha com a gente aqui na Kuruma’tá! E recebmos esse contribuição com alegria, pois traz a riqueza poética Nonato e nos aproxima de Nova Iguaçu nesse dia lindo, e também da Baixada. E a assim a gente vai chegando junto de cada cantinho desse mundão que é o Brasil. Continue a leitura...
A Baú do Braulio: “Grande Sertão: Veredas” em cordel Revista Kuruma'tá, 8 de janeiro de 20201 de agosto de 2020 O romance Grande Sertão: Veredas (1956), de Guimarães Rosa, já teve adaptações para o cinema (pelos irmãos Santos Pereira), para a televisão (por Walter Avancini), para o teatro (por Bia Lessa) e certamente teve muitas outras – estou citando apenas as primeiras que me vêm à memória. E tem cordelização do Grande Sertão, por Edmilson Santini. [Texto de Braulio Tavares] Continue a leitura...
A Dias e mais dias com poemas nórdicos todo dia! Revista Kuruma'tá, 23 de dezembro de 20195 de abril de 2020 Dia desses eu estava pensando sobre poesia, mais precisamente sobre a poesia nórdica, sobre o quanto eu desconheço a poesia nórdica. Percebi em mim essa lacuna, dentre outras. Pensei em pesquisar, buscar algumas fontes, descobrir se alguém andava traduzindo os versos do Norte. E eis que esbarro, na timeline da artista visual, poeta e professora Laura Erber, no Facebook, a dica dessa página chamada Um poema nórdica ao dia, que publica, como o nome promete, um poema de poetas nórdicos por dia. Gente, nem acreditei! Continue a leitura...
A Bichos na travessia Revista Kuruma'tá, 13 de dezembro de 201914 de dezembro de 2019 Desde os sertões do Guimarães Rosa e a música do Milton Nascimento, a palavra travessia transformou-se num signo poético-cultural que remete ao planeta Minas de onde vem Ana Chiara. Planeta barroco onde o exagero e a contradição moderna formatam o ‘gosto exagerado pelo real mais erradio’. Sua ‘travessia de través’ é feita pelas ‘veredas abertas’. Como na odisseia sertaneja do Riobaldo, essa é também uma ‘viagem no tempo’, tipo pé-na-estrada dizendo que ‘nada será como antes/… Precisa-se de algum amor’. [Texto de Nonato Gurgel] Continue a leitura...
A História de dois livros Revista Kuruma'tá, 12 de dezembro de 201912 de dezembro de 2019 Partir e deixar para trás… é o que dizem. Discos, livros, amigos, família. Nunca achei que fosse assim. Nunca me senti deixando o que, ou quem quer que fosse, para trás. As coisas, as pessoas, estavam simplesmente os seus lugares, em permanente estado de transformação e potência. Não havia uma espécie de espaço de animação suspensa onde tudo isso flutuasse. Estava lhes acontecendo, como a mim mesmo, a vida. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Asar Revista Kuruma'tá, 29 de novembro de 201912 de novembro de 2020 O poeta disfarçado de publicitário, o caro amigo Amândio Cardoso, traz mais um colaboração para a Revista Kuruma’tá. Lá do Recife ele envia esse poema, esse fôlego que se toma para seguir em frente, para insistir quando tudo propõe descrença e desinsistências. O caos e as divisões, os abismos que se abrem diante de nós, dos nossos pés e não podemos cair. E nos resta o que? Resta-nos se sustentar no ar e encontrar uma voz. Amândio tem essa voz e nos fala aqui e agora. E do futuro? Asa. Continue a leitura...