A Carimã e açaí, ecos da criação Revista Kuruma'tá, 18 de agosto de 202011 de março de 2021 Há exatos 15 dias, escrevi aqui sobre um mingau de carimã que bebi em Salvador há dez anos e do qual jamais esqueci. A vontade bateu e resolvi fazer o mingau desde a produção da farinha de carimã. Pus a macaxeira de molho e assim ficou por 10 dias, sem trocar a água. Poderia ter deixado por oito. Tirei da água, esmigalhei com as mãos, separei os fiapos grandes e lavei bastante a massa puba. Pus dentro de um pano e espremi para tirar o excesso de água. Essa massa, chamada puba, é utilizada para fazer várias coisas, mas minha finalidade era a farinha. [Texto e fotos de Raíra Moraes] Continue a leitura...
A Os gatos e os artistas Revista Kuruma'tá, 17 de agosto de 202018 de agosto de 2020 Depois de passar a ter gatos, tenho percebido que muitos de meus amigxs envolvidxs com a arte: todos tem gatos, pretendem ter ou já tiveram. E eu comecei a reparar nos felinos, e vi neles uma série de pontos de congruência com o íntimo do artista. Percepção feita, e comecei a pesquisa, né? Pensem uma pessoa apegada às próprias ideias… [Texto de Eduardo Maciel] Continue a leitura...
A Sobre fazer casas de papel com mãos trêmulas Revista Kuruma'tá, 11 de agosto de 202012 de agosto de 2020 Uma cidade qualquer, não importa. É mister saber que são três da madrugada e que, no canto do bar, encostada na parede mofada, há uma máquina daquelas de tocar músicas. Vai lá, pega uma moeda nos fundilhos dessa calça desalinhada e desbotada e escolhe uma. Deixa por minha conta a próxima rodada. [Texto de Eduardo Frota} Continue a leitura...
A Aponte para aquela janela: A arte e a poesia de Diego Garcez Revista Kuruma'tá, 10 de agosto de 202010 de agosto de 2020 Conheci Diego Garcez anos atrás, no Recife. Trabalhamos juntos num projeto, envolvendo TI, dados, formulários e afins. Feito isto, passou-se o tempo. A gente se desconectou e não soube dele por alguns anos. Tempo que passa pra todo mundo enquanto tece reencontros. Acabou que reencontrei Diego recentemente, pelas vias do Facebook, aquela troca de surpresas. Surpresa maior a minha, pois reencontrei uma outra pessoa da que eu conhecia. Isso deve ser alguma espécie de oxímoro… deve haver uma figura de linguagem para isso, reencontrar uma pessoa que é nova pra você! Reencontrei um Diego artista, poeta, longe do Recife, de âncora lançada em Lisboa. [Desenhos e poemas de Diego Garcez] Continue a leitura...
A Dentro da estrela azulada — Parabéns, Caetano Revista Kuruma'tá, 7 de agosto de 202028 de dezembro de 2020 Hoje é aniversário de Caetano Veloso. Tá tendo live dele, na internet, e eu to ouvindo aqui ele cantar O homem velho, com uma voz delicada, velha, linda. Não conheço Caetano, não convivi com ele, não tenho foto com ele. Sou o que se chama de fã. Uma palavra meio rejeitada e confusa, mas reivindico pra mim essa palavra desgastada e cafona. E fazendo isso ouso aqui desejar a Caetano parabéns, feliz aniversário, saúde, felicidade e essas coisas boas que a gente que pra quem é do nosso afeto. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...
A Lançamentos preciosos pra escutar, curtir e compartilhar! Revista Kuruma'tá, 7 de agosto de 20203 de fevereiro de 2022 Viva e cheia de energia como poucos nessa pandemia, a música brasileira não para. Não para de surpreender, de alegrar e iluminar nossas vidas em meio a essa confusão em que nos metemos, ou nos meteram, ou ainda um tanto dos dois! Hoje, numa sexta-feira, aniversário de Caetano Veloso e já encostando no Dia dos Pais, fica a dica dessa pérolas preciosas lançadas ao vento, pra gente botar pra tocar e aumentar o volume, pro som das caixas se sobrepor à distopia que quer acinzentar o horizonte. Continue a leitura...
A Tenho quase Revista Kuruma'tá, 6 de agosto de 202011 de março de 2021 Quase é um advérbio. É uma palavra invariável que funciona como um modificador de um verbo. Ela tem me modificado. Afinal, tenho quase 30. Tenho quase coisas. Quase eu consegui. Quase acabou. Quase eu recebi. Quase eu fui contratada. Foi por pouco. Foi quase. Quase. Quaaase, rapaz [Texto de Caru] Continue a leitura...
A Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa: Gravidade zero Revista Kuruma'tá, 4 de agosto de 20206 de agosto de 2020 Você quase esqueceu. Cadê neurônio depois de tanto álcool na cabeça? A única lembrança que ainda lhe resta daquela noite foi o salto: apostou – dizem que foi a dinheiro, mas isso você faz questão de não lembrar – com os amigos na festa para ver quanto tempo cada um levaria para tocar o chão, pulando do alto da janela do segundo andar da casa. [Texto de Fábio Fernandes] Continue a leitura...
A Sobre a depressão Revista Kuruma'tá, 3 de agosto de 20204 de agosto de 2020 Verdade: quando escrevo, me sinto em transe, me sinto repleto, me sinto útil e me sinto atendendo ao meu chamado nessa vida. Pena saber que nem todo mundo se abre pra encontrar coisas que apenas existem no plano dos sonhos, e aproveito que estou compartilhando com vocês essa reflexão para convida-los a fazê-lo. Deixem seus interiores lhes mandarem mensagens! [Texto de Eduardo Maciel] Continue a leitura...
A Astronautas Revista Kuruma'tá, 2 de agosto de 20204 de agosto de 2020 A imagem não é muito boa, há sempre algum ruído e a gente sente o esforço dos dados, dos pixels, para migrar entre nós, carregando as imagens de uns para os outros. O som é sempre um pouco metálico, estranho, sempre um pouco fanhoso, porque nossos microfones e altofalantes, ou fones de ouvido, não são mesmo grande coisa. Então enquanto eu converso com alguém, tento filtrar aquele som pela memória, a fim de recuperar a voz da pessoa. [Texto de Toinho Castro] Continue a leitura...